A vida é amiga da arte
- Beatriz Borges
- 19 de set. de 2024
- 1 min de leitura
Atualizado: 6 de nov.

A vida e a arte compartilham uma qualidade essencial: ambas são processos contínuos de criação e transformação. Muitas vezes, tentamos resistir à fluidez de quem somos, buscando nos fixar em identidades que acreditamos imutáveis. No entanto, assim como uma obra de arte em constante evolução, nós também estamos em um fluxo incessante de mudanças, recriações e novos começos.
Essa fluidez do ser nos convida a olhar além das definições rígidas e perceber a experiência vivida como uma oportunidade constante de escuta, de corporificação e presença
Estar em frente a uma tela em branco ou sair na rua, nos convida igualmente ao desconhecido, por mais que busquemos o controle ou a previsibilidade,
a obra final transmitir claramente o que eu idealizei ou então que o meu dia seja exatamente como escrevi na minha agenda nos levam a perceber que estar vivo é
estar- para o mundo, em cada experiencia.
Assim como na arte, o processo criativo da vida não acontece com um objetivo final; e sim a partir da presença, experimentando, pois seu valor reside no próprio ato de criar.
Ao vivermos e nos expressarmos, desafiamos o que já conhecemos e permitimos que as experiências moldem novas possíveis versões de nós mesmos.
Essa prática de criação e recriação contínua revela a essência de nossa existência: estamos constantemente nos tornando quem somos, em uma jornada sem fim de descobertas e sentidos



Comentários